RELAÇÃO DE PONTOS DE DISTRIBUIÇÃO

  • Prefeitura de São Bernardo do Campo


As primeiras décadas do futebol em São Bernardo


Oficialmente introduzido em São Paulo e no Brasil por Charles Miller, em 1895, o futebol em poucos anos se disseminou geográfica e socialmente, expandindo-se do centro para os bairros e cidades do interior, do círculo da elite paulistana para os subúrbios.

Na região do ABC, na época um único município, os primeiros clubes a praticar o esporte teriam sido o Lira da Serra e o Serrano Atlético Clube, em 1903, ambos de Paranapiacaba e ligados a empregados da estrada de ferro, e, um pouco depois, o Operário de Santo André (1907). Existiu também nessa época um certo Sport Clube São Bernardo (não confundir com o homônimo surgido em 1927 do qual falaremos adiante), cuja única referência encontrada é uma nota do jornal Correio Paulistano, em 1906, anunciando que ele receberia o Carmelitano, da Capital, para a disputa de uma partida.

Mais conhecidos por memorialistas e historiadores, e sabidamente sediados em território do atual centro de São Bernardo, são o Internacional e a Associação Atlética, ativos entre as décadas de 1910 e 1920. A Associação surgiu por volta de 1917 e tinha seu campo em local nas proximidades da confluência da Rua Marechal Deodoro com o córrego Santa Terezinha (onde hoje passa a Avenida Prestes Maia), em propriedade cedida por Ítalo Setti. O Internacional apareceu pouco depois e utilizava um campo na Rua Frei Gaspar, mais tarde usado por outros times. Ambos os clubes tiveram vida efêmera, extinguindo-se em meados da década de 1920. Contemporâneos desses clubes, mas localizados em bairros rurais, são o Flor de São Bernardo e o XX de Agosto, surgidos na Linha Colonial Jurubatuba (em áreas do atual bairro Assunção), e o Flor dos Meninos, da Linha Meninos, atual Rudge Ramos. Desses últimos, só o XX de Agosto teve vida mais longa, embora intercalada com longos períodos de inatividade. O Flor de São Bernardo reapareceria com outros nomes após ser extinto em 1925.

Em 1928 surgiria o clube que seria por décadas a mais forte equipe da cidade: o Esporte Clube São Bernardo, formado a partir de ex-integrantes da Associação Atlética e do Internacional, como o entalhador Nerino Colli e os marceneiros Itagiba de Almeida e Alberto Asêncio. Sete anos depois, a partir da iniciativa de Alfredo Sabatini, um ex-jogador do Esporte que havia sido barrado em uma partida, foi fundado seu maior rival, o Palestra F. C. Os dois times, nos anos seguintes, dividiriam a maior parte dos torcedores locais, arregimentando principalmente a população urbana da Vila.

Os “clássicos” entre as duas equipes, disputados ou no Estádio Ítalo Setti (o campo do Esporte, no mesmo local onde jogava o antigo Associação Atlética) ou no campo do Palestra (que ficava na atual Praça Lauro Gomes), agitavam o cotidiano citadino, se tornando o principal acontecimento local. Os dois times também competiam em ligas amadoras com outras equipes do ABC, estabelecendo forte rivalidade com clubes de Santo André, e seriam os pioneiros são-bernardenses no profissionalismo, ao disputarem o campeonato paulista da 2ª divisão em 1950.

Mas a vida futebolística de São Bernardo nas décadas de 1930 e 1940 não se resumiu a Palestra e E. C. São Bernardo. Simultaneamente à ascensão destes, o futebol continuava a se expandir. No centro, além de outros clubes menores como o União F. C. e o Luso Brasileiro, havia equipes de operários representando suas fábricas e disputando campeonatos entre si. Já nos bairros, nesse período foram fundados clubes como o E. C. Meninos (1935), o Vila Baeta F. C. (1938), o Jardim América (1938, na região do Demarchi) e o Vila Paulicéia (1947), entre outros. Além disso, na Linha Jurubatuba, o antigo Flor de São Bernardo ressurgia (1936) com o nome de Sossega Leão (depois E. C. Bandeirante) e o XX de Setembro retomava as atividades (1938). Nessa época o futebol já havia se estabelecido como o principal lazer da população masculina da cidade.

 

Foto 1: Time do Internacional F. C., que era sediado no centro de São Bernardo, em 1922, ladeado pelos diretores Bortolo Basso e José Lobo. Acervo: Seção Pesquisa e Documentação

 

Foto 2: Equipe do XX de Setembro, da linha Jurubatuba, em 1948. Acervo: Seção Pesquisa e Documentação

 

Exposição: Trilhas, trechos e caminhos

Das primitivas trilhas indígenas até a abertura da Rodovia dos Imigrantes, a região do ABC experimentou fases de transformações lentas até o início do século passado e muito rápidas a partir de então. Esta exposição busca ilustrar todas as fases que geraram o processo de expansão urbana das últimas décadas. Câmara de Cultura Antonino Assumpção. Visitação até o dia 30, segunda a sexta, das 9h às 19h, sábados, das 9h às 14h

 

Exposição: Via Anchieta em Imagens

A chegada da Via Anchieta é um divisor de águas na história do município de São Bernardo do Campo. As vantagens logísticas propiciadas por sua existência atraíram as grandes indústrias automobilísticas, que transformaram a então pequena cidade na moderna metrópole dos dias atuais.

Cortando o município de ponta a ponta, a estrada estabelece o limite entre diversos bairros e é caminho para milhares de pessoas que se dirigem diariamente para a capital ou para o litoral, o que faz dela um marco na memória de moradores da cidade

 e um símbolo, sempre visível, do progresso experimentado pelo município.

Esta exposição pretende mostrar, por meio de fotografias de diversas épocas, um pouco da história da rodovia e da cidade que foi se transformando em seu entorno. Câmara de Cultura Antonino Assumpção. Visitação até o dia 30, segunda a sexta, das 9h às 19h, sábados, das 9h às 14h

 

Acervo especializado sobre a história de São Bernardo do Campo e do ABC

Disponibilização para consulta e pesquisa no local e itens para empréstimo. O acervo possui livros, jornais, revistas, fitas cassete e de vídeo, DVDs, hemeroteca, fotografias e mapas, entre outros. Atendimento a estudantes da rede municipal, estadual e particular de ensino em vários níveis, alunos do ensino superior, pesquisadores (acadêmicos ou não), grupos específicos e comunidades em geral. Seção de Pesquisa e Documentação (Memória). Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h30 às 17h

 

Exposições

Com o intuito de divulgar seu acervo e a memória da cidade, a Seção de Pesquisa e Documentação promove o empréstimo de suas exposições para escolas e entidades.

Essas exposições, elaboradas em formato de banners, abordam, por meio de imagens e textos, temas relevantes da história do município como, por exemplo, a origem de seus bairros, a evolução do comércio local, as transformações ocorridas na paisagem local ao longo do último século, entre outros. Para agendar o empréstimo, o interessado pode ligar para os telefones 4123-8858 ou 4125-5577 ou ir diretamente ao local para conhecer as exposições. Seção de Pesquisa e Documentação (Memória). Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h30 às 17

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  • As origens da Vila Dusi desde o período colonial

    Situado numa colina entre o Rio dos Meninos e a Via Anchieta, o território que hoje é a Vila Dusi integrava, no início do período colonial, a sesmaria de Amador de Medeiros, a qual foi doada em 1637 aos monges beneditinos, que nela instalaram fazendas.

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